Livro do historiador Carlos Machado sobre a luta negra pela educação no início do século 20 em São Paulo é lançado pela editora Novas Edições Acadêmicas



Estou muito feliz pela publicação da minha dissertação de mestrado na Universidade de São Paulo - USP pela editora alemã Novas Edições Acadêmicas (OmniScriptum GmbH & Co. KG:https://www.omniscriptum.com/…/omniscriptum-publishing-gro…/)!
Como disse minha amiga Priscila Luiza Coscarella: PRECISAMOS DE MUITOS MAIS ESTUDOS COMO ESSES, E O PRINCIPAL, QUE AS PESQUISAS SEJAM DESENVOLVIDAS POR NEGROS, CHEGA DE INTERLOCUTORES PARA CONTAR A NOSSA HISTÓRIA!

Este livro propõe refletir sobre a escolarização dos afro-brasileiros nas décadas de 1920 e 1930 na cidade de São Paulo. Parte do princípio de que o regime republicano branco brasileiro e a elite dirigente do estado de São Paulo não criaram políticas focalizadas para a população negra, reproduzindo defasagens históricas em privilégio próprio. Buscamos compreender as lógicas por de trás da educação pública, investigando, em especial, o preconceito e a persistência de estigmas e estereótipos étnico-raciais no discurso sustentado pelo pensamento imperial e republicano. O estudo vem colocar em cena que as políticas promovidas pelas instituições estatais na primeira e segunda república, não foram neutras e equitativas. As políticas educacionais universalistas no Brasil hospedavam, por identidade de propósitos, consanguinidade com o mito da democracia racial. Os princípios liberais de democracia e igualdade da Constituição de 1891 conservaram os processos de assimetria racial e social e postergaram igualmente o enfrentamento das desigualdades que conformavam o círculo vicioso do racismo, pobreza e violência em particular no âmbito da educação pública.

O livro está à venda no site da Amazon.com

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